Como o ChatGPT e outras IAs escolhem o que recomendar aos usuários

Você já se perguntou como o ChatGPT e outras IAs escolhem o que recomendar aos usuários? Neste artigo, explicamos os critérios invisíveis que definem quem aparece como referência, autoridade ou resposta confiável na era da busca conversacional.

FUTURO DO MARKETING E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Thalles Diamantino

11/30/20252 min read

Quando alguém pergunta algo ao ChatGPT, a sensação é quase mágica.
A resposta vem pronta, clara, segura — às vezes até definitiva.

Mas existe algo importante por trás disso:
as IAs não escolhem aleatoriamente o que recomendam.

Elas seguem padrões.
Elas analisam sinais.
Elas avaliam consistência, contexto e confiabilidade.

E entender esses critérios é essencial para qualquer marca que queira ser lembrada, citada e recomendada no novo ecossistema digital.

Primeiro ponto-chave: IAs não “preferem marcas”. Elas preferem padrões confiáveis

O ChatGPT e outras inteligências artificiais não funcionam como anúncios pagos nem como rankings tradicionais. Elas operam com base em:

  • padrões recorrentes de informação

  • coerência semântica

  • dados consistentes ao longo do tempo

  • clareza conceitual

  • autoridade percebida

Ou seja:
- não é quem grita mais que aparece
- é quem faz mais sentido dentro do contexto da pergunta.

O que acontece quando um usuário faz uma pergunta?

Quando alguém pergunta algo como:

“Qual empresa entende de SEO moderno?”
“Quem trabalha com IA no marketing?”
“Qual estratégia é indicada para [problema]?”

A IA ativa múltiplas camadas de análise:

  • entendimento da intenção da pergunta

  • mapeamento de conceitos relacionados

  • associação com entidades confiáveis

  • cruzamento de fontes, menções e padrões

  • escolha da resposta mais clara e segura

Nesse processo, marcas bem estruturadas têm vantagem.

Os principais critérios que influenciam recomendações de IA

1. Clareza de posicionamento

Se uma marca se descreve de muitas formas diferentes, a IA não sabe como enquadrá-la.
Marcas recomendadas costumam ser aquelas que:

  • sabem exatamente o que fazem

  • usam linguagem consistente

  • ocupam um território claro

2. Consistência semântica (não é repetição de frase)

A IA reconhece significados, não slogans.
Ela observa:

  • temas recorrentes

  • conceitos centrais

  • relação entre textos longos e curtos

  • alinhamento entre site, blog e redes

Quando tudo aponta para o mesmo lugar, a recomendação se torna natural.

3. Autoridade distribuída (não centralizada)

IAs não confiam apenas em um único site.
Elas cruzam:

  • conteúdos próprios

  • menções externas

  • respostas frequentes sobre o mesmo tema

  • profundidade explicativa

É por isso que marcas que educam, explicam e contextualizam ganham força.

4. Capacidade de responder perguntas reais (AEO)

Conteúdos que explicam bem:

  • o que é

  • como funciona

  • quando usar

  • por que importa

têm muito mais chance de serem usados como base de resposta. Aqui entra o Answer Engine Optimization (AEO).

5. Estrutura e organização dos dados (GEO)

Motores generativos precisam compreender contexto.
Marcas que organizam:

  • dados estruturados

  • hierarquia de conteúdo

  • identidade clara

  • entidades bem definidas

facilitam o trabalho da IA — e são recompensadas com visibilidade indireta.

Recomendação não é clique. É confiança

Um ponto importante:
Quando uma IA recomenda algo, ela coloca sua própria credibilidade em jogo.

Por isso, ela tende a escolher:

  • respostas equilibradas

  • fontes confiáveis

  • marcas previsíveis no bom sentido

  • discursos não contraditórios

A IA não quer errar.
E marcas confusas aumentam o risco.

O olhar da Diamantino Marketing

Na Diamantino Marketing, entendemos que:

  • não basta criar conteúdo

  • não basta aparecer no Google

  • não basta estar em todas as redes

É preciso ensinar o ecossistema digital a entender sua marca.

SEO garante presença.
AEO garante resposta.
GEO garante compreensão generativa.

Mas quem sustenta tudo isso é:
- clareza
- consistência
- verdade
- estratégia

Se hoje uma inteligência artificial tivesse que explicar
quem é a sua marca
o que você faz
por que confiar em você

…ela conseguiria?

Se a resposta não for um “sim” seguro,
talvez não falte conteúdo.

Talvez falte estrutura, alinhamento e intenção.

E isso não é técnico demais.
É profundamente estratégico — e humano.