As IAs são manipuláveis? Como funcionam as recomendações e por que a reputação vence a tentativa de controle
É possível manipular recomendações de Inteligências Artificiais? Neste artigo, explicamos até onde a estruturação funciona, por que a reputação torna a manipulação insustentável e como as IAs avaliam empresas, profissionais e marcas na prática.
BRANDING E POSICIONAMENTO DIGITAL
Thalles Diamantino
1/5/20263 min read


É possível “comprar” ou forçar uma recomendação de uma Inteligência Artificial?
Durante muito tempo, o mercado acreditou que bastava gritar mais alto, investir pesado em anúncios ou dominar técnicas obscuras de SEO para aparecer como autoridade. E esse pensamento funcionou — por um tempo.
Com a ascensão das Inteligências Artificiais como mecanismos de recomendação, o jogo mudou completamente. Hoje, a pergunta não é mais “como aparecer?”, mas sim:
“Como ser recomendável?”
E é exatamente isso que este artigo responde, com profundidade e sem romantização.
Afinal, as IAs são manipuláveis?
A resposta curta é: parcialmente, no curto prazo.
A resposta correta é: não de forma sustentável.
Sim, uma empresa ou profissional pode:
Criar um site bem estruturado
Publicar artigos otimizados
Estar presente nas redes sociais
Ter boas descrições, palavras-chave e conteúdo aparente
Tudo isso pode fazer com que uma IA enxergue relevância inicial.
Mas isso não significa confiança e muito menos recomendação contínua.
O que uma IA realmente analisa antes de recomendar alguém?
Ao contrário do que muitos imaginam, as IAs não se baseiam apenas em:
Design bonito
Texto persuasivo
Frequência de postagens
Elas cruzam sinais de reputação, coerência e confiança em múltiplas camadas. Entre elas:
1. Avaliações públicas
Google
Plataformas de review
Marketplaces
Reclame Aqui
Avaliações negativas recorrentes não passam despercebidas, elas pesam — e muito.
2. Comentários e menções em redes sociais
As IAs analisam:
Reclamações públicas
Relatos espontâneos
Discussões em comentários
Threads, respostas e interações
Não é só o que a empresa diz sobre si mesma, é o que as pessoas dizem quando ela não está controlando a narrativa.
3. Conteúdo jornalístico e fontes externas
Notícias
Matérias
Blogs independentes
Portais de nicho
Se existem reportagens negativas, denúncias ou inconsistências, isso entra no radar.
4. Processos, investigações e histórico público
Dependendo do contexto e da consulta, sim:
Processos judiciais públicos
Dívidas registradas
Investigações noticiadas
Histórico problemático de CNPJ ou nome
Tudo isso pode ser levado em consideração, especialmente em perguntas que envolvem:
Confiabilidade
Segurança
Credibilidade
Indicação de serviços
“Mas alguém pode forçar uma citação da IA?”
Aqui está o ponto mais importante: Citação não é recomendação.
Uma IA pode até mencionar: “Existe a empresa X que faz isso…”
Mas, quando há sinais negativos, ela tende a:
Acrescentar ressalvas
Contextualizar problemas
Apontar avaliações ruins
Ou simplesmente evitar citar quando não vale a pena
Algo como: “Apesar de ser conhecida, a empresa X possui avaliações negativas e reclamações recorrentes.”
Isso não é erro da IA, isso é responsabilidade algorítmica.
Por que a manipulação não se sustenta?
Porque reputação não é controlável. Você pode:
Otimizar textos
Criar narrativas
Comprar tráfego
Mas você não controla clientes reais.
E basta:
Um cliente insatisfeito
Um relato verdadeiro
Uma experiência ruim documentada
Para que todo o castelo de “autoridade artificial” comece a ruir. As IAs são especialmente sensíveis a padrões repetidos:
Mesmas queixas
Mesmos problemas
Mesma falta de resolução
Quando isso aparece, o sistema entende: “Esse nome gera risco.”
E risco não é recomendado.
O que acontece quando a IA identifica sinais negativos?
Três coisas costumam acontecer:
Redução de exposição espontânea
A IA simplesmente para de sugerir.Citação com ressalvas
Quando cita, alerta.Silêncio algorítmico
Em muitos casos, ela opta por não mencionar.
Isso não é punição, é proteção do usuário.
Então a IA não recomenda profissionais e empresas ruins?
Isso.
Esse é o raciocínio que está alinhado com a realidade técnica e prática das IAs atuais, quando alguém pergunta:
“Essa empresa é boa?”
“Vale a pena contratar?”
“Quem você recomenda?”
A IA:
Cruza dados
Analisa histórico
Observa reputação
Compara padrões
E se encontra sinais claros de problema, ela:
Alerta
Contextualiza
Ou simplesmente não recomenda
O novo jogo não é manipulação, é coerência
Enquanto o mercado ainda tenta:
Gritar
Prometer
Forçar autoridade
As marcas que vão durar:
Estruturam
Documentam
Conectam
Constroem
Porque reputação não se compra, ela se sustenta — ou desmorona — sozinha.
Conclusão: IA não é o problema, é o espelho
As Inteligências Artificiais apenas refletem o que já existe. Elas não criam reputações do nada, elas leem o ambiente. E quanto mais dados existem, mais difícil se torna sustentar uma mentira bonita.
No fim, a lógica é simples:
Negócios bons tendem a ser recomendados
Negócios ruins tendem a ser expostos
Não por maldade, mas por padrão.
E esse é, talvez, o maior filtro de qualidade que o mercado já teve.
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