Sites vão acabar? O erro perigoso de confiar apenas nas redes sociais na era da IA

O site morreu? Tem gente dizendo que sim. Mas na era da Inteligência Artificial, seguir esse conselho pode ser o caminho mais rápido para a invisibilidade digital. Sites não são mais apenas vitrines para humanos; eles são o 'RG' da sua autoridade para as máquinas. Entenda por que abrir mão da sua base própria é um erro estratégico que pode custar o seu reconhecimento futuro.

FUTURO DO MARKETING E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Thalles Diamantino

12/28/20253 min read

O Mito do Fim dos Sites: Por que a "morte das páginas" é o maior erro da era da IA

Recentemente, circulou um vídeo afirmando que os sites — inclusive para setores tradicionais como a advocacia — perderam o sentido. A sugestão? Abandonar sua estrutura própria e canalizar todo o esforço apenas para o WhatsApp e redes sociais.

A fala soa moderna. Disruptiva. Quase profética. Mas ela esconde um erro conceitual grave — e perigoso — especialmente para quem deseja ser relevante na era da Inteligência Artificial.

Este artigo não é um ataque ao vídeo e nem a "novas tendências", mas um esclarecimento técnico e estratégico sobre por que o seu site nunca foi tão importante quanto agora.

O que existe de verdade nesse discurso?

Não podemos ignorar os fatos:

  • O comportamento de busca mudou; as pessoas iniciam pesquisas dentro das redes e em chats de IA.

  • O vídeo tornou-se um dos principais formatos de indexação.

  • O "clique humano" direto em links de busca, de fato, diminuiu.

O problema, porém, não está nos fatos. Está na conclusão.

O erro central: Confundir Canal com Base

Redes sociais são canais de distribuição. O seu site é a sua base de autoridade.

Tentar construir uma marca sólida apenas em redes sociais é como construir uma mansão em terreno alugado. As regras mudam sem aviso, o alcance pode ser cortado por um algoritmo e a plataforma pode, simplesmente, deixar de existir ou ser bloqueada.

Já o seu site é um ativo próprio. É nele que você:

  1. Consolida sua identidade, história e posicionamento sem ruídos.

  2. Estrutura dados técnicos que servem de "alimento" para os buscadores.

  3. Centraliza a autoridade que as redes sociais apenas amplificam.

Lembre-se: A IA não confia no que é apenas viral. Ela confia em entidades bem estruturadas.

O mito de que “as IAs não leem mais sites”

Este é, talvez, o mito mais perigoso de todos. Existe uma diferença vital entre o usuário humano e o algoritmo.

O clique humano pode ter diminuído, mas a leitura algorítmica explodiu. As IAs (ChatGPT, Gemini, Perplexity) leem sites, páginas institucionais, artigos e, principalmente, o Schema Markup (o código invisível) o tempo todo.

Hoje, as máquinas leem o seu site muito mais do que os humanos jamais lerão. É essa leitura que permite que a IA te recomende como a solução para a dúvida de um usuário. Sem site, você não dá "matéria-prima" para a IA te conhecer.

O impacto para profissionais de autoridade (Advogados, Médicos e Consultores)

Para quem vende confiança e conhecimento técnico, o site é a prova de legitimidade.

  • Sem site: Sua marca enfraquece, a IA desconfia da sua relevância e as recomendações tornam-se instáveis.

  • Com site: Você oferece uma prova institucional e ética que as redes sociais, sozinhas, não conseguem sustentar.

A evolução: De SEO para um Ecossistema de Visibilidade

O futuro não é abandonar o site, mas evoluí-lo. O jogo agora é triplo:

  1. SEO: Para continuar sendo encontrado nos buscadores tradicionais.

  2. GEO (Generative Engine Optimization): Para ser a resposta gerada pela IA e aparecer em mapas.

  3. AEO (Answer Engine Optimization): Para ser a voz que as assistentes e chats inteligentes entregam ao usuário.

Nesse cenário, as redes sociais entram como amplificadores, e não como substitutos.

Conclusão

Redes sociais são excelentes para vender no curto prazo. Mas sites são essenciais para construir autoridade no longo prazo.

Quem abre mão da sua base digital pode até ganhar alguns cliques hoje, mas está assinando um atestado de invisibilidade para amanhã. Na era da Inteligência Artificial, quem não tem base, vira ruído. Quem tem estrutura, vira referência.