37% das pessoas já substituem o Google por IA. A sua empresa aparece nessas respostas?

Pesquisa mostra que 37% das pessoas já usam IA como substituto direto do Google. Entenda o que está acontecendo com o comportamento de busca no Brasil e o que isso muda para quem vende.

TRÁFEGO IA

Thalles Diamantino

4/24/20264 min read

Diamantino logo featuring a stylized blue diamond gemstone above the elegant silver text on a dark teal background.
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Um terço do mercado já mudou a forma de buscar informação

Uma matéria da iMasters, baseada no estudo 2026 AI and Search Behavior, mostra que 37% das pessoas já começam suas buscas diretamente em ferramentas de inteligência artificial, deixando o Google em segundo plano. Isso não significa apenas uma troca de ferramenta, significa uma mudança de comportamento. Significa que a primeira resposta da internet já não nasce, necessariamente, de uma lista de links, mas de uma conversa com a IA.

E quando a gente traz isso para o Brasil, o alerta fica ainda mais forte. A EY mostrou que 87% dos brasileiros consideram úteis as recomendações de produtos feitas por IA durante a compra. A CEPAL, no ILIA 2025, coloca a inteligência artificial como um tema de avanço estrutural na América Latina e organiza os países da região em níveis de maturidade tecnológica. E outras coberturas baseadas em estudo da AWS apontam que cerca de 9 milhões de empresas brasileiras já usam IA sistematicamente, enquanto pesquisas mais recentes mostram que 72% das empresas ainda estão em estágios iniciante ou experimental de adoção. Ou seja: o público já está perguntando para a IA, mas boa parte do mercado ainda não está estruturada para ser encontrada por ela.

Para contextualizar o que esse número representa: muita gente que poderia ser seu cliente já não está abrindo o Google para procurar uma solução. Está perguntando para uma IA. E se você não está estruturado para aparecer nessa resposta, você simplesmente não entra na conversa.

Por que o Brasil está nessa curva de adoção acelerada?

Existe uma diferença importante entre curiosidade e comportamento real. No Brasil, essa diferença já está começando a cair. A confiança nas recomendações da IA está alta, o uso corporativo está crescendo, e a própria maturidade do mercado ainda é desigual. Isso cria uma combinação perigosa para quem vende: o consumidor já está mudando, mas muitas empresas ainda estão operando como se nada tivesse acontecido.

O resultado é simples de entender: quem se adapta antes, captura a atenção antes. Quem demora, perde espaço sem nem perceber. Em vez de lutar só por clique, a disputa agora começa antes: na resposta que a IA entrega quando alguém faz uma pergunta.

O que acontece quando alguém pergunta à IA sobre o seu setor?

Aqui está como funciona na prática. Uma pessoa quer contratar um psicólogo, em 2022 ela abria o Google, digitava “psicólogo em Palmas” e escolhia entre os primeiros resultados. Em 2026, ela abre o ChatGPT e digita: “Me indica um psicólogo especializado em ansiedade em Palmas.”

O ChatGPT não devolve uma lista de dez links. Ele responde com um nome, ou três no máximo. Se esse profissional estiver estruturado corretamente, com entidade digital clara, consistência de informações entre plataformas e conteúdo que as IAs conseguem processar, o nome dele aparece. Se não estiver, outro nome ocupa esse espaço.

A McKinsey mostra que metade dos consumidores já usa busca com IA e que a decisão de compra vem migrando para esses ambientes antes do clique tradicional. A mesma análise aponta que, em muitos casos, os sites próprios das marcas representam só 5% a 10% das fontes que as IAs consultam para formar respostas. Isso muda tudo. Porque não basta mais ter um site bonito, é preciso ter presença compreensível.

O cliente que chega por essa indicação já chega mais pronto. Ele já vem com uma primeira leitura da IA, com uma comparação inicial já feita, com uma impressão formada antes do contato humano. Em outras palavras: a conversa começa mais tarde, mas a decisão começa mais cedo.

A diferença entre aparecer e não aparecer nas respostas de IA

Não aparecer nas respostas de IA não é só uma falha de marketing, é uma falha de infraestrutura digital. A IA não deixa você de fora porque você é desconhecido. Ela deixa você de fora porque sua presença digital não está organizada de um jeito que os sistemas consigam ler, verificar e citar com confiança.

As causas mais comuns são quatro: ausência de entidade digital clara, inconsistência de dados entre plataformas, falta de conteúdo com autoridade semântica e ausência de sinais de confiança externos. Em linguagem simples: a IA não sabe exatamente quem você é, desconfia quando os dados mudam de lugar para lugar, encontra texto genérico demais e não vê validação suficiente fora do seu próprio site.

A lógica prática fica assim:

Isso não é sorte, é estrutura.

O que o mercado ainda não viu?

A McKinsey aponta que apenas 16% das marcas monitoram de forma sistemática sua performance em buscas por IA. Isso significa que a imensa maioria ainda não sabe se aparece, como aparece ou se está sendo ignorada quando o cliente pergunta para um sistema generativo.

Esse é o ponto que quase ninguém está olhando direito. Muitos negócios ainda estão tentando ganhar no jogo antigo, enquanto a decisão já começou a ser mediada por outro tipo de interface. Eles não sabem que estão perdendo clientes para IAs porque esses clientes nunca chegaram a ligar para fazer perguntas. A IA já respondeu por eles, e respondeu com o nome de quem estava melhor estruturado.

Se o seu negócio ainda depende só de aparecer no Google tradicional, o risco não é só perder tráfego, é perder presença, lembrança e a chance de ser escolhido antes mesmo de entrar no radar.

37% das pessoas já substituem o Google por IA e esse número vai crescer. A pergunta que vale fazer agora não é “será que isso vai impactar meu negócio?”. A pergunta certa é: “quando meu próximo cliente perguntar à IA sobre o meu setor, o que ela vai responder?”

→ Leia também: O que é Tráfego IA

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